Teoria da Disputa de Poder

Você conhece o livro “A Profecia Celestina” de James Redfield? Se não conhece, surgiro que leia a sinopse no Skoob clicando aqui. Esse é o tipo de livro que eu mais gosto, pois trata de assuntos mais “profundos”, não é uma história somente. Se você é uma pessoa mais introspectiva e que gosta de pensar nas questões da vida e da morte, principalmente se gostar de psicologia, acredito que o livro e este post serão interessantes para você.

Pois bem, um dos assuntos abordados no “A Profecia Celestina” e posteriormente discutido no “A Visão Celestina” (ambos de James Redfield), é que os seres humanos têm uma tendência de competir entre si e dominar uns aos outros. Você já percebeu isso? Isso me lembra também bastante o vampirismo e segundo o autor, deve-se à profunda angústia existencial da humanidade.

Essa teoria assume que os seres humanos essencialmente são campos de energia, teoria que inclusive já foi aceita pela ciência. Quando há uma interação entre as pessoas, esses campos de energia se fundem e é aí que entra a Disputa de Poder: uma das duas pessoas controla essa energia acumulada, de forma que captura para si a energia de ambos. Aí você se pergunta: como a pessoa “rouba” essa energia? Fazendo o outro aceitar seu ponto de vista, enxergar o mundo à sua maneira, através dos seus olhos e, ao conseguir, ela sente uma imediata onda de poder, segurança, autovalorização e até mesmo euforia. Por outro lado, a pessoa “dominada” se sente fora do centro, ansiosa e desprovida de energia. Quando isso acontece, a tendência natural é que a pessoa dominada tente tomar de volta a energia do dominador, usando qualquer meio necessário.

Se você parar para pensar, esse processo de dominação psicológica acontece quase o tempo todo e é a fonte oculta de todos os conflitos irracionais no mundo: entre indivíduos, famílias, culturas e até nações. Vendo por este prisma, percebemos que a humanidade compete por energia, com pessoas manipulando uma às outras de maneira muito engenhosa e, pior: INCONSCIENTEMENTE.

Mas agora que você já sabe disso, pode fazer esse exercício de tornar consciente. É necessário ter essas informações sempre em mente nas interações com os outros. Todas as pessoas  tem um conjunto único de teorias e estilo de interação que são chamados de “dramas de controle”, como se fosse uma estratégia para controlar o campo de energia da outra pessoa. De forma geral, todas as pessoas se encaixam em um desses quatro perfis (tenho certeza que ao ler isso, você vai lembrar de algumas pessoas ou até de você mesmo!):

O COITADO DE MIM

É o mais passivo dos dramas de controle, totalmente inconsciente e a estratégia é se fazer de vítima. O “Coitado de Mim” compete indiretamente pela energia, já que procura ganhar atenção e ser respeitado, de forma que cria em você o sentimento de culpa ou dúvida, já que o tipo de diálogo é o seguinte:

  • “Bem, ontem esperei o seu telefonema e você não telefonou.”
  • “Tanta coisa horrível me aconteceu e você tinha desaparecido.”
  • “Todas as outras coisas ruins vão me acontecer e você provavelmente não estará por perto também.”

Como lidar com o Coitado de Mim: 1) Doe energia à ele ao dar atenção ao que ele fala – essa é a forma mais rápida de interromper o drama; 2) Avalie se a culpa é justificada ou não; 3) Cumprindo os passos anteriores e percebendo que é um drama em ação, faça do próprio drama de controle o objeto da conversa: um drama não é sustentado se for levado à consciência da pessoa e coloque-o em discusão. Você pode dizer, por exemplo: “Sabe, neste momento estou com a impressão de que você acha que eu deveria me sentir culpado”.

O DISTANTE

Esse drama é um pouco menos passivo que o anterior. O Distante é aquela pessoa que você começa uma conversa e de repente percebe que não consegue obter uma resposta direta e a pessoa se mostra desligada, distante e misteriosa em suas respostas. Por exemplo: a pessoa é questionada sobre seu passado e responde: “Andei viajando por aí”. Você sente que tem que fazer uma pergunta suplementar, como: “Viajou por onde?” e recebe a resposta: “Por muitos lugares”. A estratégia do Distante é clara: ele cria em torno de si uma aura de vaguidão e mistério, o que nos força a gastar muita energia tentando obter informações e tentar olhar através de seus olhos dela para tentar compreendê-la. Mas não confunda o Distante com uma pessoa que não quer realmente te dar as informações, pois o Distante procura nos atrair, no entanto nos mantém à distância.

Como lidar com o Distante: 1) Envie uma energia de amor à pessoa ao invés de se tornar defensiva, assim você alivia  a pressão que faz com que a manipulação continue; 2) Faça o drama o assunto da conversa para trazê-lo à consciência da pessoa; 3) A pessoa irá tentar fugir da conversa (autoconsciência) ou continuá-la (auto-negação do uso do drama de controle).

O INTERROGADOR

É um drama de controle mais agressivo do que os anteriores e que permeia a sociedade moderna. A estratégia neste caso é usar a crítica para adquirir energia dos outros, de forma que nos desequilibre e nos deixe inseguros. Na presença de um Interrogador sempre temos a impressão distinta de que estamos sendo fiscalizados. Ao mesmo tempo, temos a sensação de que nos coube desempenhar o papel de uma pessoa inapta ou incapaz de cuidar da própria vida, como se estivéssemos cometendo erros enormes e que cabem ao Interrogador corrigir essa situação.

Como lidar com o Interrogador: 1) Sempre pondere e tenha certeza que sua percepção está certa; 2) Como nos anteriores, também o segredo é não assumir uma postura defensiva e enviar uma energia de amor para a pessoa; 3) Expresse a sua posição através do diálogo – também visa a autoconsciência do Interrogador.

O INTIMIDADOR

O Intimidador é o drama de controle com estratégia mais agressiva de todos. Podemos perceber que entramos no campo energético de tal pessoa porque não apenas nos sentimos exaustos ou constrangidos; sentimo-nos ameaçados, talvez até mesmo em perigo. O mundo se torna sinistro, ameaçador, descontrolado. A pessoa que utiliza essa estratégia dirá e fará coisas que sugerem que, a qualquer momento, ela poderá explodir de raiva ou tornar-se violenta. Ela pode narrar casos em que feriu outras pessoas, ou demonstrar a extensão da sua raiva quebrando ou arremessando coisas. A intenção é criar um ambiente em que o outro se sinta ameaçado, dando-lhe a nossa atenção e a nossa energia, já que fazemos questão de observá-la atentamente.

Como lidar com o Intimidador: 1) Se o perigo for realmente iminente, tente se distanciar ou até mesmo procurar a ajuda de um profissional; 2) Transmita a pessoa energia de apoio, pois na verdade ele precisa da sensação de segurança.

Você pode saber mais sobre a Disputa de Poder, os Dramas de Controle e outros assuntos do tipo lendo os livros que citei no início do post. Eu tentei resumir bem, mas deixei de falar muitas coisas legais também! Espero que tenha gostado.

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Um comentário sobre “Teoria da Disputa de Poder

  1. You could certainly see your skills within the paintings you write. The sector hopes for even more passionate writers such as you who aren’t afraid to mention how they believe. At all times follow your heart. “Billy Almon has all of his inlaw and outlaws here this afternoon.” by Jerry Coleman.

Obrigada pela visita e pelo comentário! Volte sempre ♥

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